Postado em 27/3/2009 12:20 por Martina Cavalcanti
Chifrinho neles: Eliana Tranchesi e Antonio Albuquerque (Daslu)

Quem não se lembra da Operação Narciso? Aquela que contou com a participação de 250 policiais federais numa invasão nunca antes vista a uma loja de luxo de São Paulo, a Daslu.
A operação aconteceu há quatro anos. Mas finalmente, Eliana Tranchesi, dona da Daslu, e seu irmão e ex-diretor financeiro da loja, Antonio Carlos Piva de Albuquerque foram condenados pela Justiça Federal por formação de quadrilha, falsidade ideológica e sonegação de impostos na importação de produtos de luxo.
Além da prisão de 94 anos, a Daslu já foi autuada pela Receita Federal e Secretaria da Fazenda paulista em R$ 1 bilhão. O montante equivale ao dinheiro desviado na importação produtos de luxo por preços menores do que se custo no exterior e, com isso, o recolhimento de menos impostos e o burlamento do fisco.
A condenação é uma prova de que, felizmente, nem todos os ricos podem fazer o que quiserem neste país. Só esperamos que essa prisão e autuação sejam efetivamente cumpridas e não amaciadas com recursos intermináveis, o que parece já estar acontecendo pela atuação da defesa.
Eliana Tranchesi não apenas tem a regalia de estar numa cela individual na Penitenciária Feminina do Carandiru, como sua defesa já alega que a prisão é “cruel e ilegal” e que a condenada sofre de câncer de pulmão e está em tratamento, portanto, afastada da administração da loja.
Cruel e ilegal é sonegar impostos e, conseqüentemente, sonegar verba para projetos sociais de redistribuição de renda e, portanto, prejudicar os menos favorecidos da sociedade. Afastada ou não da administração, Tranchesi tem de arcar com os crimes que cometeu na época em que administrava a loja, atos que têm como causa apenas a egoísta ganância.







