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FREAK SHOW | CURIOSIDADES

Postado em 16/2/2009 12:10 por Brazuca

Chifrinho neles: Ensino Básico do estado de São Paulo




1.500 profissionais zeraram numa prova de classificação promovida pelo governo estadual paulista para selecionar professores temporários. Até aí, infelizmente, nenhuma surpresa. Todos sabemos do ciclo vicioso que se repete há anos. Alunos com má formação no ensino de base não conseguem entrar em universidades públicas, pagam ensino superior de baixa qualidade e se formam profissionais despreparados que darão aula para alunos que terão má formação no ensino de base e assim por diante.

Acontece que desde esta segunda-feira, 16, quando as aulas se iniciam, todos os 1.500 reprovados foram contratados e estão “ensinando” nas escolas do estado de São Paulo. Apesar de representarem apenas 1,5% de todos os 100 mil temporários contratados, estima-se que outros 50% não acertaram mais que 5 das 25 questões propostas. Sim, eles também foram contratados.

Se nem ao menos os professores dominam o assunto que deveriam transmitir, como o farão os estudantes? Como apontar as falhas dos alunos, que cada vez se saem pior nas avaliações rotineiras – mas, incrivelmente, continuam a passar de ano pela avaliação continuada -, se, como se diz “o buraco é mais embaixo”?

Não restam dúvidas de que esse ciclo vicioso que degrada o ensino público, não só em São Paulo, como também nos outros estados brasileiros, só poderá ser interrompido com a valorização dos educadores. O Estado tem de ter a capacidade de atrair, com salários e benefícios mais substanciais, os melhores formandos das universidades para dar aula na rede pública de ensino.

Não adianta investir milhões em concursos públicos se neles serão selecionados aqueles que não acertam ao menos uma questão. Se é assim, vamos contratar professores públicos só pela inscrição! Não gasta dinheiro e dá no mesmo. Essas provas não selecionam porque não há o que selecionar. Os profissionais qualificados não vão se candidatar a um salário de fome que os obrigariam a trabalhar em diversas escolas diferentes para conseguir apenas sobreviver.

 



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